Ainda sobre a perspectiva da candidatura de Célio Turino. “E assim já não posso sofrer no ano passado”

postado por pedro

BELCHIOR

crédito imagem: pensador.com

Ainda sobre a perspectiva da candidatura de Célio Turino para concorrer nesta próxima eleição.

Alguns sugerem que saia a deputado estadual, as sugestões e opiniões são diversas. O grande legado de Célio para cultura brasileira sem dúvida são os pontos de cultura. Inquestionavelmente ele é uma das peças chaves que contribuíram para implementação desta politica pública exitosa voltada para cultura. É inegável a força transmissora e amplificadora do Programa Cultura Viva, tanto assim, ter sido transformada em Lei ao longo do período em que bombava país afora. Percalços não faltaram e vieram de todos os lados, ora o Tribunal de Contas, ora as apropriações da iddeias – diga-se indébitas e oportunistas de políticos e “produtores culturais” sabujos. Muitos deles passado o primeiro baque do golpe, estiveram a frente de concentrações “espontâneas” vestidos de camiseta verde e amarela. Em respeito aos convênios do MinC com os estados e municípios, o abandono total por parte do Estado na criação das redes, estaduais e municipais dos pontos de cultura. Para além do ranço ideológico, a falta de entendimento sobre a economia da cultura, fizeram com que muitos fossem  desmilinguidos ao longo do caminho com a falta de estrutura mínima necessária  a continuidade da economia solidária gerada entre uns e outros.  A perspectiva de uma candidatura compromissada com esta vertente, claro que é, e sempre será bem vinda, principalmente dada a sua amplitude. Daí a visão estratégica de um assento na câmara federal. Também não posso deixar de ponderar sobre o caráter da pessoa Célio Turino. O conheci diretamente na Teia de Belo Horizonte e de lá prá cá nos acompanhamos em algumas frentes. Depois em Fortaleza quando ensaiava sair candidato a deputado federal  -naquela eleição – pelo PCdoB. Para o partido – em minha leitura pessoal – a preocupação maior era medir ao alcance e capilaridade dos votos do candidato para ampliação da bancada. Os conceitos e premissas do Programa Cultura eram de menor importância dentro da escala de prioridades do partido. Pelo menos ali naquele cenário. As discussões – muitas vezes surdas – eram latentes entre muitos que ali estavam naquela Teia memorável de Fortaleza. As teias tal qual os pontos, e diga-se, não por falta de empenho da rede, foram sendo postas de lado nas prioridades pelos ministros e gestores que ocuparam o Ministério da Cultura. Foi o período do saí nhô ruim, entra o nhô pior. E nesse troca troca, por pouco não foi prás cucuias o próprio ministério da cultura. Ex-Aprubto! Hoje tenho claro prá mim que a mudança de partidos do Célio, tem muito a ver com inspirações  leminskyanas. A falta de espaço de atuação – genuinamente cultural – com proposito fiel aos princípios do Programa Cultura Viva, tal qual fora concebido –  foi um perrengue danado dentro dos partidos pelo qual transitou, contribuiu para essas mudanças e andanças a procura de fazer valer o projeto original. É a vida nos impõe essas fases e passagens, muitas das vezes nos deixando a deriva ou em movimento de pausa como costumo dizer. Na verdade menor que o meu sonho não posso ser. E quando esse sentimento é cristalino dentro da gente, tanto pior. Sofremos mais. Tal como diz a canção de Belchior.

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque apesar de muito moço me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado

Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorrro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro

Agora resta saber com os colegas de partido: Ivan Valente, Erundina, Boulos, Marcelo Freixo, Chico Alencar, se vão acolher as bases da proposta da candidatura, e sobretudo, o mais importante, penso eu, consolidá-la no veio do partido. Caso contrário, pode ser mais uma experiência sedutora, sobretudo necessária.

Pois assim já não posso sofrer no ano passado. Esse ano eu não morro.

Quem sabe um seminário aberto com a população e partido para discutir essa e outras  questões inerentes ao sonho.

 

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