O estilo Sakamoto de sakar as koisas da kultura

o pequeno fugitivo

O pequeno fugitivo

(IN) (DI) GESTÃO SOCIAL NA TERRA DO PAU BRASIL

Classe média ajeitada, pobre de idéias trama golpe cultural  no Brasil

Este post publicado  originalmente pelo colega Sakamoto em 01/07/2015 20:41, Saca o Sakamoto né!?
“Este post não é sobre maioridade penal. É sobre salsicha” digo também a mesma coisa deste post. Este post não é sobre maioridade penal. É sobre o golpe cultural ardiloso visando subtrair a identidade do povo brasileiro. Esta na hora da Cultura brasileira mostrar seu valor. O Tio Sam já reconhece nossa batucada. Só precisamos mesmo é esquentar nossos pandeiros, iluminar nossos terrenos , sobremaneira os espirituais , pois é nele onde tudo começa. É a beira do mar, começo de um caminhar a beira de outro lugar. Enfim, este post pode ser tudo aquilo que a gente quiser. Este post não é sobre maioridade penal. É sobre golpe cultural. Tratar criança e adolescente como adulto para obra missionária de toda espécie é medieval. Tá mais do que na hora do CENTRO BRASIL  DEMOCRÁTICO promover um novo show e convidar não só Elba Ramalho , mas toda a classe artística e cultural brasileira para abertura. Já me empolgo todo. É pau. É pedra. Bem poderia ser nas águas de março fechando o verão.
sakamoto à vista!!!!

Brasília – Após não ter conseguido aprovar a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes mais violentos, na madrugada desta quarta (1), o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e aliados estão colocando uma proposta semelhante em votação menos de um dia depois – o que foi considerado um golpe pelos opositores da redução.

Para tanto, retiraram o tráfico de drogas, o roubo qualificado, entre outros elementos, dos crimes em que jovens de 16 anos poderiam ser punidos como adultos a fim de convencer os que votaram contra.

Caso essa nova proposta também seja rejeitada, Cunha indicou que vai trazer outras semelhantes para serem apreciadas pelo plenário. Ao que tudo indica, ele – que detém o poder de definir a agenda da Câmara – só vai parar quando atingir o seu objetivo.

Mas a chance de alguma proposta ser aceita pelos deputados nesta noite de debates tensos é grande. Cunha e aliados fizeram um esforço para tornar a emenda mais “palatável”. Houve pressão sobre deputados, de sues pares e via redes sociais.

Bem, quando ler este texto, talvez a votação já tenha ocorrido. O resultado não importa.

Pois este post não é sobre ela. É sobre salsicha.

Sim, salsicha. Aquela deliciosa e roliça bisnaga de carne que, de acordo com o ditado popular, você não consumiria se soubesse como é feita.

Passei os últimos dias vendo os parlamentares produzirem uma salsicha. Não todos, mas muitos deles.

Porque o nível de argumentação deste debate, que diz respeito a que tipo de sociedade queremos construir e atraves de que leis, tem sido feito com base em discursos vazios e sensacionalismo. Muitos foram toscos, incompreensíveis, inacreditáveis. Caso os deputados se esforçassem indo um pouco mais baixo, encontrariam algum lençol freático, ou quiçá, petróleo.

Não que alguém que acompanha o Congresso Nacional não soubesse do que ele é feito. Mas este tema extrapolou os limites.

É possível realizar um debate utilizando argumentos razoáveis e embasados em informações de qualidade de ambos os lados. Prós e contras.

Mas muitos dos discursos parlamentares proferidos parecem ter saído da boca de apresentadores de programas de TV do tipo “espreme-que-sai-sangue” ou “estamos-seguindo-uma-viatura”. Um deputado afirmou que o Estado Islâmico aprendia com as crianças e adolescentes do Brasil. Outro explicou que esses seres nem seriam mais crianças e adolescentes, mas demônios. Houve quem desse a entender que a redução da maioridade penal é uma vontade de Deus (jesusmariajosé!). Sem contar os que fizeram releituras de tragédias pessoais, tentando ganhar a simpatia dos colegas.

Como o tema está no foco do dia, parlamentares fizeram discursos apenas para aparecer nos telejornais. Ou, pior: a fim de preencherem o seu próximo horário eleitoral gratuito em rádio e TV. Citaram casos que se tornaram famosos na mídia, alguns dos quais que nem envolviam crianças e adolescentes. Mas pouco importa! Tudo é válido para aparecer.

A ponto de alguns membros da Bancada da Bala rirem de colegas que, no afã de produzir pomposos discursos, não faziam a menor ideia do que falavam ao abraçarem o microfone da tribuna.

Ouvi tantas vezes as expressões “homem de bem” e “mulher de bem” que acabei por ganhar uma pedra nos rins.

Os debates não trataram da garantia da segurança pública e da Justiça sob uma ótica estrutural, mas deitaram em vingança. Um simplismo temerário. O que é uma das mais importantes matérias legislativas das últimas décadas foi discutida por parlamentares que não estavam preparados para tanto, repetindo falas pré-fabricadas que justificam-se em si mesmas (ah, a pós-modernidade…) Ou usam um rosário de lugares-comuns para convencer suas bases de que estão executando a sua vontade.

Afinal de contas, medo é controle. E manter a população sob o medo é a melhor forma de garantir o cabresto.

Nestes últimos dias, nunca foi tão lembrado pelos deputados na tribuna que é dever do Congresso Nacional seguir a vontade da maioria da população. Esquecem, por um lado, que caso houvesse pesquisa a respeito, essa maioria provavelmente (e infelizmente) seria a favor de fechar o próprio parlamento ou reduzir o salário dos representantes. E daria apoio à taxação de grandes fortunas e de grandes heranças e ao engavetamento de propostas de mudanças previdenciárias e trabalhistas vindas do governo federal.

E que, por outro, uma verdadeira democracia não é governar pela vontade da maioria, que – acuada e com medo – pode ser muito opressora.  Como lembrou o deputado Silvio Costa (PSC-PE), a opinião pública condenou Jesus Cristo e absolveu Barrabás. A este blog, ele lembrou que a opinião pública também esteve ao lado de Hitler e apoiou a ditadura em nosso país. Ela deve ser respeitada, mas não está necessariamente certa.

Neste momento, a opinião pública está faminta por Justiça. Sua fome é, então, usada como justificativa para criar um salsichão. Que, ao contrário do que pode parecer, não vai saciar e nos deixar mais seguros. Ao contrário, do jeito que ele está sendo feito, de forma atropelada e no custe o que custar, vai causar uma grande indigestão social.

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