O TEMPO NÃO PÁRA NA CURVA

Nesta semana, desde o ultimo dia 18 o blog ficou em movimento de pausa.

UNIVERSIDADE, CULTURA E SOCIEDADE preencheram todos os espaços.

Calendário

O secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (MinC), Guilherme Varella, participou do primeiro debate do dia e defendeu que é preciso ampliar o conceito de cultura na elaboração de políticas culturais e submeter a política do serviço público ao debate universitário.

debate_manha_2

Guilherme_Varella_SPCGuilherme Varella destacou que até então, somente os setores tradicionais já consolidados, as linguagens clássicas, eram vistas pelo MinC, a partir de 2003 surgiu um novo paradigma, e assim, os conceitos de cultura estão sendo ampliados, sendo incluídos ciganos, quilombolas, pessoas com deficiência, os fazeres da tradição popular, enfim, os patrimônios materiais e imateriais. Outro foco da discussão, a constatação da necessidade do poder público atuar com as universidades e dela extrair as teses e conceitos para novas políticas culturais, e neste mesmo espaço onde estão sendo geradas reflexões e debates, o pensamento se volta as aplicações práticas.

paulo moura_campos do jordãoPaulo Celso Moura relatou a trajetória do Núcleo de Ação Cultural, Pontão USCS e o inicio da série de seminários. A partir de experiências e práticas , as ações culturais da USCS  vem construindo pontes e interfaces com entidades da sociedade civil como SESC,  CENPEC, Instituto Som da Língua, e agora neste seminário com Instituto Arte no Dique.

Nos últimos anos pôde-se notar incremento no acesso a produções culturais; este fenômeno é  reflexo não apenas de políticas culturais assertivas como o Programa Cultura Viva e o Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura – MINC, como também das transformações mais amplas pelas quais a sociedade brasileira vem passando, quer do ponto de vista da disponibilização de informações pelos ambientes digitais quer como conseqüência da inclusão de importantes contingentes populacionais ao mercado de consumo de bens e serviços culturais. No entanto, o contexto desses processos se revela desafiador, diversas questões ainda permanecem candentes, como:

–     a concentração dos recursos públicos (via leis de incentivo) entre  empresas produtoras culturais que detêm expertise e estrutura organizacional localizadas principalmente na região Sudeste; e as desigualdades decorrentes desta concentração;

–     a atualização dos mecanismos de política pública existentes e a criação de novos instrumentos que possibilitem a transformação dessa realidade;

–     como lidar com a homogeneização cultural resultante de um sistema de produção, distribuição e consumo de bens e serviços culturais atrelado à lógica da Indústria Cultural;

–     por um lado a reflexão e produção de conhecimento, atividades características do ambiente acadêmico que no âmbito da Extensão Universitária socializam saberes e experiências;

–     por outro, a disseminação de práticas e modelos de programas voltados à gestão cultural e suas articulações e interações para o desenvolvimento cultural das comunidades por meio da universidade.

Daniel Pansarelli, pró-reitor de Extensão Cultural da UFABC, destacou a necessidade de se debater a identidade que se deseja para a educação superior no País. “Vivemos este momento histórico de virada de concepção de ensino, que agora se pretende mais inclusivo, mais diverso. Um exemplo desta virada é que em seus primórdios, no século XX, em nosso modelo de universidade as aulas sequer eram ministradas em português. Agora, tão pouco tempo depois, temos material em braile. Mas ainda não temos um projeto claro de universidade, das diretrizes que desejamos ver realizadas no ensino superior brasileiro. Este é o momento oportuno e necessário para a interação institucional entre universidade e cultura”. Desta primeira mesa de debates também participaram os professores João Frederico Mayer, Pró Reitor de Extensão da Unicamp; Paulo Celso Moura, da Unesp e Joaquim Celso Freire, da USCS. Nos próximos post  publicaremos as visões dos demais participantes do debate do período da manhã, e também do período da tarde que contou com a presença de Paulo Pontes – Coordenador Geral do Programa Nacional de Cultura.

antes_do_debate

Acolhida aos convidados: da direita para esquerda> Paulo Pontes – Coordenador Geral do Programa Nacional de Cultura, Antonio Carlos Pedro – Coordenador do Núcleo de Ação Cultural e Pontão USCS, Socorro Lira – abrilhantou o debate musicalmente, Guilherme Varella – Secretário de Políticas Culturais – SPC –  Ministério da Cultural e Joaquim Celso Freire – Diretor de Ações Culturais da Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS.

Nos próximos posts seguimos publicando os pontos de vistas dos demais participantes desta edição do V Seminário: Universidade, Cultura e Sociedade.

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