Pina Bausch, entre o corpo e o teatro – mexe e remexe a estética da dança.

Por Antonio Carlos Pedro

Fim de férias!

Ano novo, vida nova, novos ares, amigos novos, enfim… um mar de novas possibilidades. A primeira delas a de nos mantermos vivos, atentos e fortes sobre os desmandos tresloucados dos insanos.

Nestas férias descansei o quanto pude – quem é pai com filhotes entre os 5 e 9 anos sabe do que estou falando – procurei me distanciar do computador o máximo possível.  Administrei o tempo entre belas jogadas no campinho gramado no futebol da tarde, um bom livro, mulher e filho de companhia. Aos amigos que visitaram esta página, neste meio tempo, ao invés de voltaremos em breve – estamos de férias – puderam ver o post sobre o fantasma do leitor mirim do Mia Couto. E qual o que!  o numero de visitas e leituras da pagina neste tempo de férias foi surpreendente.

De volta ao futuro, seguimos juntos neste aventuroso 2015.

Nas férias vale o que vier. Entre uma atividade e outra, consegui me livrar do videoquê! do caraoquê, e outros  quetais a mais. Não consegui me livrar do bingo. Não bastando essa quizumba, ainda de fundo musical um dvd da Paula Fernandes – é isso mesmo? A sertaneja gracinha da parada de sucesso.!? Fiquei impressionado com o show ao vivo, ela na frente do palco e no telão do fundo um filme prá lá de brega…..Tamanho sofrimento, me lembrei de um espetáculo que assisti no Teatro Municipal de São Paulo em meados dos anos 80, e constatei ali naquele momento o quanto continuarei sendo feliz em viver essas experiências de férias de final de ano.

Ao compararmos a popularidade do teatro em relação à dança, é flagrante que o teatro atinge uma camada da população bem maior daquela que freqüenta os espetáculos de dança. Vários artistas no decorrer de suas trajetórias buscaram aproximar duas ou mais linguagens em suas criações, mas somente alguns conseguiram de fato criar algo absolutamente inovador, tanto na qualidade estética da proposta quanto de crítica e público. No teatro o Grupo Ornitorrinco foi um deles com a releitura da obra de Brecht e Weil, e na dança a coreógrafa Pina Bausch revolucionou o universo das artes cênicas unindo as linguagens da dança e do teatro, virou de cabeça prá baixo a ordem estética do espetáculo para além do entretenimento, revelando novas possibilidades.

Pina Bausch foi diretora da Companhia Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, e como coreógrafa rompeu as estruturas do ballet clássico e com as tradições da dança contemporânea. Em meados da década de 70 do século passado, apresentou ao público a montagem Brecht e Weil , o espetáculo trazia com consigo um conceito  transgressor-inovador na arte de interpretar/dançar, permeando os espaços sonoros com música experimental, clássica e jazz.

No blog Ça ra vá  fonte da inspiração para escrever este texto você encontrará vários filmes da artista entre outros documentários sobre dança. Vale a pena conferir.

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