Quanto você ganha para me enganar?

placa prça Tel AvivPor Antonio Carlos Pedro

Soubemos pela imprensa que diante do massacre cometido por Israel aos Palestinos, o governo brasileiro emitiu nota diplomática condenando a desproporcionalidade dos ataques sobre pessoas desarmadas, em sua grande maioria, mulheres e crianças. Ato contínuo chamou o embaixador brasileiro em Tel-Aviv para consultas. O porta voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor desferiu a bravata acusando o Brasil de ser um “anão diplomático” As respostas do Itamarati, diga-se em alto e bom som, foram pautadas pelo rigor diplomático sobretudo focando a realidade dos fatos. Claro que não foi esse o entendimento da revista semanal Veja que estampou em sua capa o fato como um apagão diplomático brasileiro. Assim é se lhe parece! Correto?

O que a revista não publicou é que esta diplomacia “anã” ou “apagada” participou ativamente na sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, na oportunidade presidida pelo diplomata “anão” Oswaldo Aranha, que se destacou como um dos principais articuladores diplomáticos visando a Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas 181, de 1947, reconhecendo internacionalmente a criação do Estado de Israel. Logo podemos deduzir que a revista veja não olha para história. Chafurda num lamaçal político partidário de péssima qualidade, sem nenhum comprometimento com os fatos, muito menos com a ética.

Desde o inicio deste conflito Israel X Palestinos, o Brasil sempre se manteve uma postura cordial e moderada, tanto com o recém-criado Estado de Israel e acredita por convicção humanista que o mesmo status deva ser considerado ao povo palestino. Um mundo melhor é possível onde os dois povos possam estabelecer fronteiras geográficas e relações diplomáticas. Neste meio tempo da história, até o presente momento, ocorre exatamente o contrário, Israel ocupa territórios da Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental, virando as costas para o resto do mundo, desrespeitando tratados estabelecidos pela comunidade internacional. Ressalte a Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas 181, de 1947 que criou o Estado de Israel, assegurava também ao povo palestino, o direito sagrado à criação de um Estado para conviver pacificamente com Israel. Desse modo é preciso entender que as ocupações promovidas por Israel não são amparadas em bases legais, e são reiteradamente condenadas pela comunidade diplomática internacional como ocupação ilegal. Israel não cumpre acordos internacionais e de modo cruel utiliza força desproporcional e segue avançando e ocupando territórios, gerando um clima de ódio em toda essa região do planeta. A quem interessa esse estado de coisas? Qual é o papel das Nações Unidas diante dessa afronta? Ou com que direito Israel desrespeita tratado e acordos, sem que lhe seja imputada nenhuma sanção graças ao poder de veto dos Estados Unidos e seus aliados. Nas ultimas décadas do século passado, e inicio deste século, todas as intervenções dos Estados Unidos nesta região, só tem gerado a fragmentação do tecido social desses povos, deixando um rastro de ódio. Essa correlação de forças assimétricas e desproporcionais frente ao mais fraco é de fato um massacre brutal, um genocídio. Estamos assistindo o povo palestino sendo sitiados  condenados a sucumbir no gueto de Gaza. Os bombardeios e incursão terrestre do exército israelense são criminosos, ferem os princípios elementares da vida. Não tratamos nossos animais de criação desse modo como os palestinos são submetidos. Falta água, energia, hospitais destruídos, e tudo mais falta, sobretudo a decência da vida sequestrada pelo exército israelense de maneira impiedosa.

dOIS PESOS DUAS MEDIDAS

Esse inferno de Dante aqui na terra, já condenado pelo Alto Comissário para os Direitos Humanos das Nações Unidas e Comitê da Cruz Vermelha Internacional, revela a impotência das Nações Unidas e a necessidade urgente urgentíssima de um novo patamar de humanidade entre os povos da terra. Cada vida desperdiçada neste cenário dantesco procria e alimenta moto continun ódio nos corações dos homens, dos Hamas e outros grupos que se alimentam da própria dor.  Não sendo possível outra possibilidade de coexistência pacifica só lhes resta lutar com suas armas caseiras – pedras, estilingues e foguetes ultrapassados. Não é uma guerra. Estamos frente a uma política deliberada de sufocação e aniquilamento de um povo, de uma nação. Israel pratica as mesmas atrocidades que sofreram no holocausto. Não importa aqui a quantidade, mas o método sistemático do uso da força descomunal que já matou até o ultimo informe mil pessoas (1.000), na sua maioria crianças e mulheres desarmadas, fragilizadas. Tudo em nome de um conceito de autodefesa? Não sou diplomata, nem letrado em relações internacionais, mas enquanto ser humano individuo e cidadão, sofro com a perda de semelhantes, também cidadãos igual a mim, desse modo tão brutal sem nenhum respeito ao bem sagrado da vida. Como já dito pelo sociólogo Marcelo Zero. Não se trata de uma guerra. Não existe campo de batalha. Trata-se de uma política deliberada de aniquilar a outra parte que incomoda o status quo israelense.  Portanto, a carta da carioca da gema circulando na internet, publicada pelo menino maroto Constantino da veja não procede. Ela é falaciosa, ou melhor, é sobretudo egoísta, como tem sido os ultras direitistas judeus que insistem no extermínio indiscriminado de palestinos. Oxalá todos os Santos ouçam as nossas preces e ilumine o caminho para paz. Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós. Será mesmo que só a guerra faz um amor viver em paz?

Com informações do texto de Marcelo Zero publicado na página do Paulo Moreira Leite

 

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