Membro da Academia Brasileira de Letras, paraibano de 87 anos sofreu um acidente vascular cerebral

O mundo fica menos encantado hoje. O escritor paraibano Ariano Suassuna, autor de “Auto da Compadecida” e “A Pedra do Reino”, morreu às 17h15 desta quarta-feira (23), aos 87 anos, no Recife

Internado no Real Hospital Português desde segunda-feira (21), quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, Suassuna teve uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracaniana. No ano passado, o autor foi hospitalizado duas vezes, primeiro por causa de um infarto agudo no miocárdio e, depois, por um aneurisma cerebral.

 Ariano Suassuna ocupou a cadeira  32 da Academia Brasileira de Letras, ocupada desde agosto de ‘989 quando fora eleito, representando a literatura brasileira. Ariano nasceu em Nossa Senhora das Neves hoje João Pessoa em 16 de junho de 1927 , mas foi em Recife onde desenvolveu sua obra acadêmica erudita-popular.

A família passou a viver em Taperoá, onde Suassuna começou a estudar e viu a primeira peça de mamulengos (fantoches típicos do nordeste brasileiro), que depois teria influência em sua produção teatral.

Em 1942 o autor se mudou para Recife e aos 16 anos começou a escrever poesias. Aos 20 publicou a primeira peça, “Uma Mulher Vestida de Sol”.

Divulgação

Imagem do filme ‘O Auto da Compadecida’

Em 1950 formou-se advogado, profissão à qual se dedicou durante anos sem abandonar a literatura. Na faculdade conheceu o escritor Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco.

Em 1955 publicou “Auto da Compadecida”, sua obra mais famosa, que em 2000 seria adaptada para uma minissérie e um filme de sucesso, estrelados por Matheus Nachtergaele e Selton Mello.

Com projeção nacional, deixou a advocacia e viu suas peças serem montadas em outros Estados. Em 1959, de novo com Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste.

Na década de 1970, lançou o Movimento Armorial, com o objetivo de criar arte erudita a partir de elementos da cultura popular, como literatura de cordel e música de viola. Seu livro “O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”, de 1971, é baseado nesses preceitos.

Exerceu, entre outros cargos públicos, o de secretário de Cultura de Pernambuco durante o terceiro governo de Miguel Arraes (1995-1998). Atualmente, era assessor do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Em 2012, foi escolhido pelo Senado como “candidato oficial” do Brasil ao prêmio Nobel de Literatura – que, depois, ficou para o chinês Mo Yan. Suassuna teve obras traduzidas para o inglês, francês, espanhol, alemão, italiano, holandês e polonês. Mas não para o sueco, língua dos eleitores do Nobel.

Fã de futebol, o autor era torcedor fanático do Sport Club do Recife.

Veja as principais obras de Ariano Suassuna:

1947 – “Uma Mulher Vestida de Sol”
1949 – “Os Homens de Barro”
1950 – “Auto de João da Cruz”
1952 – “O Arco Desolado”
1953 – “O Castigo da Soberba”
1954 – “O Rico Avarento”
1955 – “Auto da Compadecida”
1957 – “O Casamento Suspeitoso”
1957 – “O Santo e a Porca”
1958 – “O homem da Vaca e o Poder da Fortuna”
1959 – “A Pena e a Lei”
1960 – “Farsa da Boa Preguiça”
1962 – “A Caseira e a Catarina”
1971 – “O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”
1976 – “História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao sol da Onça Caetana”
1980 – “Sonetos com Mote Alheio”
1985 – “Sonetos de Albano Cervonegro”
1987 – “As Conchambranças de Quaderna”

com informações do portal IG

 

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