Enquanto o sábado não chega Longa vida à Seleção Brasileira.

 Enquanto o sábado não chega Longa vida à Seleção Brasileira.

A indignação ruidosa da nação foi semeada com a ferocidade carniceira da imprensa golpista que antecedeu a Copa. Esta derrota acachapante faz lembrar que nem tudo tem que ser movido a cinismo e oportunismo, cada vez mais, cínico e vulgar na seara do futebol.

Vitor Birner escreveu no seu blog antes do jogo com Alemanha que o time do Filipão, iria bater na Alemanha, essa era a impressão dele, quase uma convicção. Não se prendia ao fato do resultado, do ganhar ou perder. Mas se referia às pancadas que o time deveria dar na equipe adversária, ou na capacidade de se criar um clima de guerra futebolística. O fato não aconteceu. Assistimos a um jogo limpo, sem pancadaria, e as duas equipes com fair play elogiável. Se no campo houve esse comportamento, fora dele nos bastidores e na beira do gramado, ouvimos da “equipe técnica” palavras cifradas nada esportivas, reclamando que a seleção brasileira estava muito boazinha, buscando gerar um clima de intimidação, inadmissíveis para tirar adversários de campo com lances violentos e outras deslealdades como cusparadas e ofensas racistas. Neste jogo perdemos o Neymar e de lambuja o Tiago Silva.  Para Eduardo Guimarães foi só um jogo, poderia ter sido uma derrota como qualquer outra. Poderia ter sido uma derrota como qualquer outra, mas o que se viu literalmente foi um pânico. Sem experiência em Copas, nossos jogadores se comportaram como crianças assustadas ante a responsabilidade que lhes foi posta nos ombros. Colocaram os moleques em campo de batalha sem prepará-los psicológica e taticamente, faltou jogador de meio campo, faltou reserva de atacante etc.etc. Prevaleceu à soberba, a teimosia, a arrogância do técnico e sua equipe. Sim! Sabemos foi só um jogo. Poderíamos ter perdido de 2 a 0, 3 a 1, 4 a 2, qualquer resultado seria justo. O que bate forte mesmo é o sentimento de vergonha, diante da qual assistimos perplexa uma lavada futebolística dentro do gramado. Só não levamos de 10 porque a Alemanha teve humildade em gol. Tirou o pé do jogo.

 

seleção brasileira.1Por outro lado, não presenciamos os desvarios que tanto a mídia tentou emplacar; Não Vai Ter Copa, Imaginem na Copa, os aeroportos vão se tornar um inferno, etc.etc. Uma coisa uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Não ouvimos a galera do Mineirão gritando Filipão VTNC. Ao contrário assistimos o público aplaudindo a seleção alemã, e vaiando a seleção canarinho. Mas as vaias não se destinavam somente aos jogadores. E consideramos também que as vaias fazem parte do espetáculo, diria até que vaias são aplausos com sinal invertido, penso eu.

 

Paira no ar um sentimento de mal estar. As mentiras! A falta de preparo do time, a ilusão e o show pirotécnico da mídia que tentou de maneira sórdida provocar – e de certa maneira conseguiu – a escalada do complexo vira lata da sociedade frente à competição, e usando subterfúgios nojentos para atingir o atual governo do país.

Nosso time tem padrão de qualidade retrógrado. Patuá ajuda, mas não ganha jogo, não forma equipe, nem ganha jogo. Esse tem que ser jogado com sentido de equipe. A arrogância desse senhor todo poderoso, comungado os cartolas colocou o país de joelhos nesta competição. Os cartolas e seus conchavos estão preocupados com as cifras econômicas provenientes do esporte, aí sim utilizado como ópio do povo. Ganhar ou perder de 7 a 1 faz parte do jogo. Inadmissível é essa lambança que a FIFA e a CBF estão fazendo com esse esporte no país do futebol e no resto do mundo. A descoberta da quadrilha dos ingressos é só a ponta do iceberg. É nesse campo criminoso que a CBF e seus cartolas + equipe técnica estão jogando, expondo jogadores ao ridículo. O que assistimos foi um bando de guris assustados em pânico diante do adversário. Sem experiência em jogos dessa envergadura, foram jogados na arena dos leões, enquanto o garoto propaganda na condição de técnico na beira do campo continuou passivo, impávido in-colosso, perplexo com o tamanho da burrada mantida sob a sua batuta xucra, sem repertório, deselegante, teimosa e ordinária.

Fez falta a presença de jogadores mais experientes em campo, alguém que já no primeiro gol tomado de bobeira, fosse buscar a bola no fundo da rede, e independentemente da tomada da  in-decisão do técnico na beira do campo, redirecionasse o jogo, redistribuísse as tarefas e as posições da defesa e do meio campo de bate pronto. Antes de marcar gol, muito melhor é não tomar o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto. Vale a máxima futebolística: Bola pro mato que o jogo vale campeonato. Afinal de contas, quem decide o jogo é quem está dentro do gramado, lidando com a dor e a delícia de ser o que é. Para os comentaristas Neto e Edmundo, faltou foco, treinamento e preparação na seleção. Felipão engordou sua conta bancária com compromissos extra seleção em comerciais e outras aparições combinadas com a Rede Globo.

O jogo de ontem foi mais que um jogo, foi à vitória da competência sobre a malandragem dos cartolas da CBF, também já escreveram sobre, mas insisto, pois acho que esta experiência amarga deve servir de exemplo para crianças que foram embaladas no sonho da “nação vencedora”, achando que para ganhar uma competição basta apenas saber dar alguns dribles, chapéus e canetas nos adversários. Esse jeitinho malandro acabou em 7 a 1 para o adversário que soube jogar focado, com sentido e clareza de equipe dentro e fora do campo.

Por obra de um brasileiro, João Havelange, o futebol se tornou, através da FIFA, um dos maiores negócios do mundo, estendendo-a a praticamente todos os países, incorporando a mais de 200 países, de todos os continentes, montando ao mesmo tempo um império financeiro global, fortalecido pela internacionalização da mídia. Tudo isso foi paralelo à globalização econômica e ideológica, que transforma tudo em mercadoria, para o que os jogadores futebol são mercadorias preciosas.

Vínhamos, agora, de uma entressafra, com o fim de carreira de jogadores como o Ronaldinho Gaúcho, o Kaka, o Robinho, entre outros e apenas começou a surgir uma nova e boa geração – Tiago Silva, David Luiz, Luis Gustavo, Marcelo, Hernane, Oscar, Lucas, Jeferson, Vitor, Ganso, Leandro Damião, entre outros. Ainda sem experiência suficiente, ainda mais para aguentar uma Copa em casa. O Mano Menezes poderia ter armado um bom time, mas perdeu inexplicavelmente dois anos com experiências intermináveis. E, nesse tempo, perdemos dois jogadores importantes: Ganso e Leandro Damião, por razões que não vem ao caso analisar aqui.

O Felipão nunca foi um grande estrategista. Ele é um treinador feijão com arroz, com boa capacidade de comando sobre os jogadores, e nesta seleção especificamente, todos inexperientes em Copa do mundo, dá para imaginar a obediência cega dos jogadores ao treinador e equipe técnica. (Mas ja sabíamos que treinadores campeões que voltaram à seleção, como o Zagalo e o Parreira, nunca repetiram o feito.) A convocação dele foi bem aceita, mas não se atentou para a falta de pelo menos um meio campista – que só poderia ser  o Ganso, o Ronaldinho Gaucho não dava mais – e de um bom centroavante. (O Fred era uma interrogação e o Jô não é exatamente um centroavante.) Faltou também um reserva para o Neymar, mesmo sem pensar na sua perda por contusão grave (que poderia ser  Philipe Coutinho ou outro atacante mais agressivo).

A falta do meio campista fez com que o Brasil nunca dominasse o meio campo, tivesse dificuldade de saída de bola da defesa e não tivesse ninguém para acalmar o time, recebendo a bola da defesa, matando-a no peito, distribuindo o jogo e, sobretudo, fazendo lançamentos, o que só foi feito, de longe pelos zagueiros. O fracasso do Fred foi dramático e não havia outro, melhor teria sido ter alguém como Alan Kardec do que o Jô, só pra tentar alternativa.

O time foi levando, a duras penas, jogando muito menos do que na Copa das Confederações (que confirmou sua maldição: quem ganha essa Copa, acha que está preparado pro Mundial e fracassa em seguida), mas dando a impressão que em algum momento poderia deslanchar. Os primeiro tempos contra o Chile e contra a Colômbia foram os momentos de melhor apresentação da seleção, sem superar os problemas – saída longa da defesa ao ataque, falta do meio campista, Fred pífio, Oscar desaparecido.

A catástrofe com a Alemanha foi à exacerbação máxima dos erros acumulados, com a desaparição dos méritos. Sem Tiago Silva – que mostrou ser muito mais importante, pela sua ausência -, sem Neymar – ninguém mais incomodou a defesa alemã – e com um conjunto de jogadores muito inexperientes – Fernandinho, Luis Gustavo, Dante, Bernard (que confirmou que não é um jogador que deu um salto de promessa a craque com personalidade) em numero excessivo para um jogo diante de um time experiente, treinado há seis anos. Enquanto que nós tínhamos treinado no máximo dois anos, com vários amistosos pífios, sem disputar classificação, fomos vítimas passivas da máquina alemã, que jogou no estilo que nós jogávamos antes.

Ainda assim, nada justifica que, com dois a zero, o time não se reorganizasse, seja a defesa, em campo mesmo,  e/ou com intervenção do Felipão, até mesmo fortalecendo a defesa (com Henrique, por exemplo) e com alguém mais contundente na frente (o Hernane, por exemplo). Ficar assistindo a debacle confirmou a impotência do Felipão como estrategista (e como o Parreira só servia lá para dar entrevistas). Foi a derrota mais acachapante que o Brasil sofreu, ainda mais em Copa do Mundo e aqui em casa. Vai ser traumática. (Alias, qual o papel da psicóloga?) Tomara que não se creia que se vá superar nos divãs de psicanalistas.

http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Sobre-como-sacudir-a-poeira-e-dar-a-volta-por-cima/2/31341

É chegada a hora de reformular o futebol brasileiro, reter aqui os jovens talentos que despontam nas equipes de base. Segundo Luiz Carlos Azenha A CBF é dirigida por um entulho da ditadura militar. É uma entidade rica, milionária, de um futebol dominado por clubes majoritariamente pobres e devedores. Uma entidade que, como a FIFA, não tem qualquer transparência e é dirigida a partir de trocas de favores entre os dirigentes do Rio com cartolas regionais sem qualquer compromisso com o futebol. É impossível dissociar o fracasso do futebol brasileiro do monopólio sobre os direitos de TV, que privilegia alguns clubes e deixa ao Deus dará a grande maioria. Isso ficará mais evidente depois da Copa, quando teremos estádios monumentais utilizados por clubes locais caindo aos pedaços. O futebol brasileiro, hoje, cada vez mais se resume a isso: exportador de jovens que, a cada quatro anos, se reúnem durante algumas semanas para jogar a Copa.

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Vamos fechar continuar o negócio com a FIFA, respeitando a negociata encaminhada pelo nosso antecessor.

 

Para Adilson Filho está cada dia mais difícil aturar o treinador da seleção brasileira. Aturar, essa é a palavra. Depois que ele disse que temos que deixar de ser educados e começar a ser mais rudes com os que, segundo ele, estão nos massacrando – criando “fantasmas” que não existem para esconder problemas reais  – está ficando realmente difícil ouvir qualquer declaração desse senhor.

Eu não tenho mais dúvidas. Felipão é a figura mais patética que já tive a oportunidade de ver desde que acompanho o futebol. Ele é uma tragédia antes, durante e depois do jogo. Além da notória deficiência técnica e da grosseria que não encontra limites, tudo, absolutamente tudo o que ele fala é dissimulação, transferência de responsabilidade e baboseira (essa também é a palavra, me desculpem). Mandar a torcida vaiar um atleta que optou jogar por outro país foi quase o fim da picada. Disse quase, pois sempre é possível vir algo mais tosco na sequência.

 

 

Mas o que mais interessa mesmo é que ele está simplesmente enterrando a seleção dentro de casa, diante dos nossos olhos. Teve um ano para preparar o time e me apresenta isso aí que estamos vendo em campo. Pela primeira vez na história da seleção brasileira o time joga sem o meio de campo. Eu não vou nem falar mais no resto, pois serei repetitivo, mas uma coisa eu digo, temos sim um bom grupo, senão imbatível como outrora, mas competitivo, capaz de, pelo menos, ter um padrão de jogo, como foi em 2010. Temos goleiro, temos a melhor zaga do mundo, temos lateral se quisermos, temos um bom volante de proteção, temos também jogadores para trabalhar a bola minimamente no meio de campo (repito: minimamente)  para que o ataque não fique nessa situação tão desalentada, dependendo do nosso maior craque.

O técnico Luiz Felipe Scolari enfim revela os escolhidos

Povo brasileiro! Eu mando na seleção e com ela vou levar vocês ao inferno!

 

O que está parecendo que não temos é um treinador à altura. Motivação, família unida, sorte e craques decidindo podem até dar certo uma vez – pois no futebol tudo pode –  mas, convenhamos, essa combinação está longe de ser uma preparação respeitável para se ganhar título. Ou a seleção se une em torno das suas principais lideranças, como fizeram em 94, ou é bom começarmos a nos preparar, sim, para o pior. E do jeito que esse senhor vem se esforçando a cada dia, não é nenhuma loucura dizer que estamos diante de um sério candidato a substituto do injustiçado Barbosa.

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Enquanto o sábado não chega Longa vida à Seleção Brasileira.

Os alquimistas estão chorando. A indignação ruidosa da nação, com ferocidade carniceira da imprensa golpista que antecedeu a competição nos faz lembrar que nem tudo tem que ser movido a cinismo e oportunismo, cada vez mais, cínico e vulgar na seara do futebol.

Teremos vergonha e envergadura suficientes para conquistarmos o terceiro lugar?

 

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