IV Seminário – Universidade , Cultura e Sociedade – Economia Criativa

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ECONOMIA CRIATIVA  20 de março 2014 – Horário: 9 horas – Campus Barcelona

 PAINEL – I

O papel dos entes públicos

             Discutir sobre o tema, que vem sendo acolhido por vários países, como uma etapa mais sofisticada do sistema capitalista, trocar experiências com novos formatos de empreendimentos culturais e iniciativas bem sucedidas.

                As indústrias criativas são aquelas caracterizadas pelo valor agregado da cultura e da ciência & tecnologia na produção de seus bens e serviços. Ao mesmo tempo, destaca a participação da Universidade em atividades de natureza acadêmica, técnico – cientifica, e cultural. O Seminário tem por natureza estética, estimular o debate junto à sociedade.  Se possível, tanto quanto, extrair do encontro, quais seriam as perspectivas de aprimoramento ao pensamento critico da comunidade, em respeito à identidade cultural e cidadania frente às novas tecnologias.  

                Sabemos que os setores da Economia Criativa tem capacidade de produzir valores simbólicos, intangível que ampliam o sentimento de pertencimento da comunidade e assim, ao menos, deveriam garantir maior apropriação dos valores da cultura local.  As linguagens (audiovisual, literatura, música, artes visuais, moda, design, arquitetura, publicidade, entre outros) estão se tornando cada vez mais importantes na constituição do Produto Interno Bruto (PIB) dos países, crescendo mesmo em situações de crise, como a vivenciada pelos Europeus. 

                No Brasil, o fomento da Economia Criativa está sob-responsabilidade do Ministério da Cultura por meio da Secretaria da Economia Criativa. A secretaria foi criada, originalmente pelo trabalho da ex – secretária Cláudia Leitão, atualmente sob a gestão de Marcos Andre Rodrigues de Carvalho, tem ações desenvolvidas em nichos pontuais, que alcançam somente uma pequena parcela das matrizes culturais brasileiras. Este próprio seminário + o curso de gestão cultural e cidadania é exemplo prático desta dificuldade e desafio a ser enfrentados pelo poder público, ambos são oriundos do Prêmio Brasil Criativo, primeiro edital da Secretaria da Economia Criativa, ainda sob a gestão de Cláudia Leitão, visando a Formação para Novas Competências Criativas. Para discutir o tema com os Secretários Municipais de Cultura  , Entidades de Classe, Agencia de Desenvolvimento, Gestores e Produtores Culturais dos municípios do Grande ABC,   convidamos  Marcos Andre Rodrigues de Carvalho –  Secretaria Economia Criativa, Américo Córdula – Secretaria de Politicas Culturais do Ministério da Cultura. 

PAINEL – II

Os agentes culturais da sociedade civil

              A experiência da colega Profª Patricia Sant´Anna, atua como diretora da Tendere empresa que atua em Pesquisa de Tendências e Consumo. Drª em História da Arte, Ms em Antropologia e Bel em Ciências Sociais pela UNICAMP, é fundadora e líder do Grupo de Estudos em Arte, Design e Moda (UNICAMP) no qual desenvolve pesquisa sobre a questão da cópia/múltiplo na moda contemporânea. Fez o Diagnóstico Setorial de Moda para o MinC. Tem publicados capítulos de livros, artigos em revistas científicas, anais de eventos e entrevistas em revistas das áreas de moda, design, arte de grande circulação. Hoje assina a coluna Design e Moda no Infojoia (Portal de Notícias do IBGM). Coordena, leciona e orienta pesquisas na pós-graduação em Negócios da Moda do SENAC SP. Enriquecerá a discussão abordando a economia criativa frente às questões da identidade cultural presente/ausente no segmento da moda, mercado, comportamento e tendências: A Moda Como Expressão Cultural ou Enquanto Negócio de Economia Criativa (EC)? Usos e Abusos do Termo EC, tema abordado no Projeto Rumos – Itaú Cultural -2012. Tão importante quanto, a narrativa da Tendere – empresa incubada em um dos Programas de desenvolvimento de novos empreendimentos da UNICAMP, destacando a importância e/ou necessidade da participação da Universidade, dos poderes públicos e da sociedade para o desenvolvimento deste setor na sociedade brasileira.

                Em contraponto a participação do colega prof. Tião Soares, mestre em educação; doutor em Ciências Sociais (PUC/SP); Dirigente do Fórum para as culturas populares e tradicionais e dos Barracões Culturais da Cidadania; coordenador de cultura e relações institucionais (Fundação Tide Setubal-2006/2011); e Professor convidado do curso de Gestão e políticas culturais da cátedra Celso Daniel/Universidade Metodista de SP; secretário de cultura de Itapecerica da Serra (1997/2004) irá abordar com pertinência as múltiplas realidades de parcelas da sociedade onde as políticas públicas, especialmente a economia criativa, não alcançam a população – onde invariavelmente expressões artísticas, passiveis de serem mensuradas economicamente, ocorrem cotidianamente e se manifestam as próprias custas, oxalá, com participação de alguma entidade não governamental.

                Em seguida a experiência do Vale do Jequitinhonha – a cargo do Prof. Joaquim Celso Freire – coordenador do Programa de Extensão Cultural da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, e Vice Presidente da Agencia de Desenvolvimento do ABC .  Para encerrar as apresentações deste painel a experiência da colega Dalila Teles Veras. Portuguesa, nascida no Funchal, Ilha da Madeira (1946), residente no Brasil desde 1957. Animadora cultural, organizadora de cursos, seminários e congressos, participaram de dezenas de concursos literários, como organizadora e integrante do júri. Participou como convidada da UNESCO, do Colóquio Imprensa de Língua Portuguesa no Mundo, realizado em junho de 1991, em Paris, com a comunicação “A Imprensa Alternativa no Brasil como resistência cultural”.  Fundadora do Grupo e editora da revista LIVRESPAÇO de Poesia, que circulou nacional e internacionalmente de 1992 a 1994, atividade reconhecida com o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), 1993. Desde 1992 é diretora-proprietária da Alpharrabio Livraria  Espaço-Cultura, em Santo André, onde promove constante atividade voltada para a divulgação da cultura e das artes na região do Grande ABC, além da criação das Edições Alpharrabio, Editora que já publicou cerca de 60 obras de autores regionais. 

 

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Um comentário sobre “IV Seminário – Universidade , Cultura e Sociedade – Economia Criativa

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